Convênio prevê construção de 403 casas em São Paulo

Durante a assinatura de termo de cooperação para a construção de unidades habitacionais em São Paulo nesta quinta-feira, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (PFL) celebraram a união das três esferas governamentais na ampliação da oferta de moradias populares em São Paulo.O acordo prevê inicialmente a construção de 403 moradias, sendo 163 em Itaquera, na zona leste, e 240 na região da rodovia Raposo Tavares, na zona oeste, com investimentos de R$ 15,3 milhões. De acordo com o convênio, a Secretaria Municipal de Habitação, através da Cohab, fará a doação dos terrenos e a construção ficará a cargo da secretaria estadual da Habitação, por intermédio da CDHU. As casas serão compradas pelo Ministério das Cidades que vai comercializá-las entre os moradores de baixa renda, através da Caixa Econômica Federal (CEF).A assinatura do convênio foi feita no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal na região central da Sé. Na presença da presença da presidente da CEF, Maria Fernanda Coelho, o governador José Serra comentou que sua primeira conta de poupança foi aberta no prédio do Centro Cultural, onde antigamente existia uma agência da Caixa. Ele disse que, desde então, nunca mais havia visitado o local e ironizou que sua poupança foi corroída pela inflação, pois na época não existia correção monetária.VaiadosSerra e Kassab foram vaiados por parte do público presente ao Pátio do Colégio - onde a cidade foi fundada pelo padre José de Anchieta - no centro da Cidade, sob gritos de "fora", quando participavam de um evento em comemoração aos 453 anos da cidade de São Paulo.Coordenados pelo padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua, manifestantes de movimentos sociais que lutam por moradia, e alguns estudantes vaiaram o governador durante todo o seu discurso. O prefeito Kassab, também não foi poupado, com gritos de "não foi eleito". Os governantes também foram chamados de "ladrões, corruptos, nazistas e fascistas".Ao final do seu discurso Serra pediu uma salva de palmas aos bombeiros pelo trabalho executado no acidente do Metrô, na zona Oeste de São Paulo. Mais uma vez, foi vaiado. "Pelo jeito estão vaiando os bombeiros", ironizou. Ao final da cerimônia, a banda da Polícia Militar tocou o tradicional "Parabéns a você" e em mais uma ironia do evento, uma revoada de balões brancos foi solta, sinalizando a união e a paz entre os povos da cidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.