Coordenador de Alckmin acusa campanha de Lula de fazer conspiração da mentira e da fraude

O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador geral da campanha do candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, acusou a campanha do presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de estar promovendo uma "verdadeira conspiração da mentira e da fraude".Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira na capital paulista, ele destacou que os adversários estão, segundo ele, espalhando boatos de que Alckmin, se eleito, vai acabar com o programa Bolsa-Família, demitir o funcionalismo e privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras. "Isso é um mentira e uma guerrilha precária de quem se sente desesperado porque vai perder a eleição", reagiu Guerra.Depois de negar que Alckmin poderá acabar com o Bolsa-Família e realizar as privatizações, Guerra também partiu para o ataque ao principal adversário do ex-governador paulista e destacou: "Quem levou o crime para as eleições foi o PT, e não nós."Apesar da afirmação de que a campanha tucana seguirá numa linha propositiva, o senador voltou a cobrar explicações sobre a origem do dinheiro do escândalo do dossiê Vedoin. Mas, ponderou: "Não vamos perder a sobriedade. Continuaremos com nossa campanha propositiva e não tememos as discussões."Guerra destacou também que a estratégia do PT e de seus aliados "em espalhar tais boatos" é uma "ação desleal, que visa confundir o eleitorado". E continuou: "Esta fraude da campanha do presidente Lula está tentando colocar o nosso candidato em oposição a setores sociais importantes, mas isso não vai ter resultado, porque o povo já demonstrou que nosso candidato deverá vencer as eleições."Ao falar a respeito do primeiro debate entre Lula e Alckmin, que será realizado no próximo domingo na TV Bandeirantes, Guerra disse que o tucano pretende discutir suas propostas para o Brasil. "O que os eleitores querem saber são as propostas concretas que levarão o País ao crescimento, pois o País, com essa administração (Lula), está parado", avaliou.

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