Coordenadores de campanha de Alckmin vão buscar votos no Nordeste

Para reforçar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin no Nordeste, os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Heráclito Fortes (PFL-PI), coordenadores da campanha, vão visitar os principais estados da região na próxima semana. O roteiro começa no Maranhão e termina na Bahia. Enquanto os dois senadores se deslocam para o nordeste, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que passou a semana no Ceará, retorna à Brasília. O esquema foi anunciado nesta sexta-feira, 25, por Sérgio Guerra, que não esconde sua irritação com os rumores de que Tasso teria abandonado a campanha nacional por conta do fraco desempenho de Alckmin e em função de sua briga política com o governador Lúcio Alcântara, candidato à reeleição ao governo cearense. Os dois estão rompidos, o que está prejudicando a campanha de Alckmin no Estado. "Tasso está fazendo a campanha que está faltando no Ceará", reagiu, preferindo não entrar na briga entre os dois tucanos cearenses, mas reconhecendo, contudo, o pouco empenho de Alcântara. A permanência de Tasso no Ceará foi acertada na semana passada em reunião do comando da campanha com Alckmin. Fortes sugeriu que os parlamentares usassem a tribuna do Senado para atacar Lula, o que vem sendo feito por ele e pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). "Isso não resolve nada. Precisamos estar nos Estados", retrucou o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que passou a semana em campanha em Santa Catarina.Duas estratégiasSegundo Bornhausen, duas estratégias devem ser seguidas nesse momento: o setor de marketing tenta angariar votos pela propaganda eleitoral no rádio e televisão e os políticos buscam a mobilização de suas bases nos municípios, arregimentando prefeitos. Apesar das pressões para que o programa de TV tenha um tom mais agressivo, os coordenadores da campanha afirmam que estão sendo bem avaliados em todo o País, exceto Salvador onde não obteve a aprovação esperada.Para Guerra, a campanha entrou numa fase que torna desnecessária a presença dos parlamentares em Brasília, neste período de recesso branco. "Não adianta ficar fazendo reuniões. As providências da campanha estão sendo tomadas e temos que buscar votos", disse o senador.

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