Copacabana terá como atração principal o show de Mart'nália

Três escolas de samba devem tocar no palco principal após a queima de fogos, que deve durar 20 minutos

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

18 de dezembro de 2008 | 10h07

Mesmo com pouco dinheiro em caixa, a fuga de patrocinadores e mais desentendimentos com as autoridades estaduais, a prefeitura do Rio promete que o último réveillon da era Cesar Maia, que governou a cidade por 12 anos, não perderá em grandiosidade. A queima de fogos deve durar 20 minutos e a atração principal dos shows sobre o palco montado na Praia de Copacabana, onde 2 milhões de pessoas são esperadas, será a cantora Mart'nália. "Quero fazer um show para cima com sambas-enredo e uma homenagem ao meu pai (o sambista Martinho da Vila) que fez 70 anos em 2008", afirma a cantora. Além de seus hits, Mart'nália promete cantar clássicos do samba como "Tristeza", de Niltinho Tristeza e Haroldo Lobo, e "Fato Consumado", de Djavan.   Veja também:  Dicas no Blog do Verão09   Fotos de banhistas aproveitando o verão     Por falta de segurança, Ipanema não terá festa de réveillon   As atrações musicais foram escolhidas pela Rede Globo, que pagou o cachê dos músicos. Em Copacabana, antes de Mart'nália, sobe ao palco, às 22 horas, o grupo de pagode Revelação. Após a cantora, o encerramento da festa fica por conta das baterias das escolas de samba Beija-Flor, Grande Rio e Mangueira. Este ano, o Piscinão de Ramos, é a grande aposta da Riotur para espalhar a festa por outras praias. "O objetivo é que o povo aproveite a festa perto de suas moradias vendo as grandes atrações para este ano", disse o secretário de Turismo, Rubem Medina, referindo-se a cantora pop Kelly Key, ao sambista Dicró e aos funkeiro MC Leozinho que subirão no palco em Ramos. Além de Ramos e Copacabana, a prefeitura promove eventos em mais seis bairros.   As autoridades reconhecem que a festa está bem mais modesta se comparada aos outros shows como o do cantor britânico Rod Stewart em 1994 ou o Tributo a Tom Jobim em 2006 que reuniu Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Gal Costa e Milton Nascimento. "Tínhamos mais patrocínios. Hoje, com os inúmeros processos do Ministério Público, temos dificuldade de obter patrocinadores, que temem associar a marca a um evento incerto", disse o subsecretário especial de Turismo, Paulo Bastos.   Apesar de considerar baixo o valor de R$ 1,6 milhão oferecido pela prefeitura, a responsável pelos fogos este ano promete que o público não vai se decepcionar. "Enxuguei meu lucro, não economizei apenas no material por uma questão de segurança e respeito ao público. Faremos uma festa linda", disse a sócia-gerente da Fireworks do Brasil, responsável pelos fogos, Maria Cristina Tibério. Ela afirma que não teme a previsão de mau tempo até o dia 26. "Sempre planejo o espetáculo para um dia de dilúvio para tudo dar certo", garante.   Texto alterado às 19h08 para atualização de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.