Coronel da PM e filha são seqüestrados em Osasco

Nem a polícia escapa de seqüestro relâmpago. Nesta quarta-feira, a vítima foi o coronel da Polícia Militar Ademir Crivelaro, de 51 anos, que durante meia hora ficou sob a mira de uma arma de fogo. Ele saía de casa, na rua Manoel da Nóbrega, em Osasco, na Grande São Paulo, às 6 horas, com seu carro - o importado Kia Sportage, cor azul - quando foi abordado por quatro homens.O coronel saiu mais cedo do que de costume, sem farda, para levar sua filha Carolina Cassi Crivelaro, de 17 anos, para fazer uma prova de vestibular. "Ainda estava escuro, e como eu saí de ré, não percebi a presença dos indivíduos", disse o coronel. "Quando eles nos abordaram, me mandaram abaixar a cabeça e fechar os olhos. Por isso não sei se conseguiria identificá-los."Os criminosos não perceberam que Crivelaro era policial e até perguntaram se ele seria delegado. O coronel respondeu que não. Somente na hora de soltar as vítimas, os bandidos notaram que Crivelaro estava armado e, olhando a sua carteira, descobriram que se tratava de um coronel da PM."Nessa hora, temi pela minha vida e da minha filha", admitiu o coronel, sobre o hábito dos criminosos de executar policiais.Mas Crivelaro e Carolina foram soltos com vida, por volta de 6h40, no bairro de Gramado, em Cotia, na Grande São Paulo. Eles levaram o carro, o telefone celular, o relógio, R$ 100, chaves e documentos pessoais do coronel - que registrou ocorrência na Delegacia Seccional de Osasco.Segundo o delegado titular Francisco Pereira Lima, ocorrências de seqüestro relâmpago são comuns na Seccional, que recebe casos dessa natureza "quase todos os dias". Na opinião dele, os criminosos conheciam os hábitos do coronel e já haviam planejado o seqüestro. Crivelaro, no entanto, discorda. "Normalmente eu saio de farda e em outro horário", argumentou.Os quatro criminosos já haviam roubado um Monza, às 5h45, no Jardim Educandário e o deixaram na rua onde mora o coronel Crivelaro. Por volta das 9 horas, o Kia foi encontrado também no Jardim Educandário.Segundo Crivelaro, dois dos quatro indivíduos aparentavam ser menores de idade, e os outros dois com cerca de 20 anos. A polícia ainda não tem pistas concretas. "Estamos trabalhando com a hipótese de que sejam moradores do bairro, já que estiveram por lá duas vezes durante a madrugada", disse o delegado Francisco.O coronel disse que não pretende reforçar a sua segurança e a de sua família. Crivelaro espera que a sua filha possa fazer a prova para o vestibular num outro dia. Ele é responsável pelo comando de quatro batalhões, que cobrem 15 municípios.

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