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Coronel da reserva nega greve da PM

O coronel da reserva, Pedro Rezende de Oliveira Mello, diretor de assuntos institucionais da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo negou, nesta quinta-feira, que os 84 mil policiais militares do Estado de São Paulo farão greve. "O nosso objetivo é formar uma estratégia para que o governo fale conosco", disse Mello, durante a assembléia geral convocada para discutir questões salariais. Há dois meses, 16 entidades representantes da Polícia Militar e 24 da Polícia Civil do Estado uniram-se para reivindicar melhorias salariais para toda a corporação. Elas pedem 41,4% de reajuste salarial emergencial para todas as categorias. "Porcentagem bem abaixo das perdas que beiram os 150%", diz o coronel Mello. Os policiais também querem que o governo do Estado forme uma comissão de estudo para propor uma lei que regulamente a política salarial das duas corporações. O coronel da reserva Carlos Alberto de Camargo, presidente do Conselho Deliberativo da associação, explicou que foi formada uma comissão de 10 representantes de 41 entidades.Essa comissão esteve no dia 30 de maio com o secretário de Segurança Pública do Estado, Marco Vinicius Petrelluzzi, entregando as reivindicações. Segundo o coronel Camargo, durante o encontro, o secretário elogiou a união das duas polícias e ficou de encaminhar as reivindicações ao governador. "Mas até agora há só silêncio por parte do governo", disse Mello. Segundo a sssociação, o salário de um coronel da Polícia Militar no dia de hoje equivale mais ou menos ao de um agente da Polícia Federal. "Estamos perdendo nossos homens, que estão indo prestar esse concurso", disse Mello. A mobilização dos policiais em São Paulo começou depois da greve ocorrida em Tocantins. "Assumimos uma posição de negociadores com o governo do Estado, para nossas corporações sentirem-se mais amparadas", disse Mello.Segundo ele, algumas categorias das duas policiais estão há mais de sete anos sem revisão salarial. "O aumento salarial é uma questão humana, de sobrevivência, para nossos homens terem como pagar aluguel e comprar arroz e feijão", disse o coronel Camargo.Para ele, "investir apenas em tecnologia sem pensar na questão humana só traz um desempenho ineficiente".Hoje há 84 mil policiais militares e cerca de 33 mil policiais civis no Estado.

Agencia Estado,

28 de junho de 2001 | 23h03

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