Coronel demonstra bom trânsito entre delegados

O monitoramento feito pela PF mostra que o coronel reformado da PM Wilson de Barros Consani Filho também tinha bom trânsito na Polícia Civil. Às 13h16 de 10 de abril, por exemplo, ele recebe a ligação de um investigador, que se identifica como André. Este conta que deixou o 4º DP (Consolação) e está agora em uma delegacia do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic). O investigador cita nome de delegados e diz que no 4º DP, que atende à região do prostíbulo, só ficou "o Miguelzinho" - policial citado pela PF como integrante da rede de influências da boate. "O único que continua é o Miguelzinho, que é o nosso contato", diz Consani.Na conversa, André pergunta pelos donos do prostíbulo e Consani fala para o investigador e seu chefe passarem por lá um dia. "O pessoal tem uma p... consideração por você", bajula Consani.Em outra gravação, em 12 de fevereiro, o coronel fala ao gerente financeiro da W.E., Celso de Jesus Murad, sobre as batidas policiais que o Grupo de Operações Especiais (GOE) estava fazendo para fechar prostíbulos na capital. "Teve uma investida do GOE, mas eu tive acesso à relação e eles foram num monte de casas pequenas, numas escondidinhas, numas clandestinas aí. Mas como eu sabia que não tinha nada a ver com a gente eu nem dei um toque."

Marcelo Godoy e Rodrigo Pereira, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2008 | 00h00

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