Coronel é conhecido por suas festas e churrascos informais

PERFIL - Geraldo Correa Lyra Júnior, coronel

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2011 | 00h00

Pivô de uma crise que expôs a fragilidade da segurança da presidente Dilma Rousseff, o coronel Geraldo Correa Lyra Júnior, 46 anos, entrou na Academia da Força Aérea em 1987. Em janeiro de 2009 assumiu o comando da Base Aérea, em Brasília. Agora, vive o pior momento da carreira ao ter de dar explicações sobre um carona fora de hora a uma amiga no avião presidencial.

No Grupo de Transporte Especial, comandado por ele, é conhecido como um chefe boa-praça, estilo que, segundo colegas, talvez o tenha levado a infiltrar uma amiga no voo que levou a presidente para descansar no carnaval em Natal (RN).

Querido pelos colegas pela informalidade no trato pessoal, o coronel Lyra gosta de organizar festas e churrascos. Arrisca a cantoria nos encontros e aprecia um bom charuto. Nascido em Curitiba, é torcedor fanático do São Paulo.

Era um dos tripulantes preferidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ajudante de ordens e, depois, piloto. Em janeiro de 2008, recebeu a deferência de Lula, que se despediu pessoalmente do militar quando este saiu para uma temporada de estudos no Rio. Naquele ano, o coronel fez o Curso de Comando e Estado- Maior da Aeronáutica e seu currículo incluiu um MBA em Gestão de Processos pela Universidade Federal Fluminense.

Ainda em 2008, doou um rim para um colega de turma do curso que fazia no Rio e necessitava de transplante do órgão.

Em 2009, escreveu artigo numa revista da Força Aérea sobre as ameaças à integridade territorial e à segurança nacional, em relação a possíveis conflitos com países vizinhos em defesa da Amazônia. "Antes de qualquer coisa, soberania não se delega, se exerce por meio das instituições civis e militares e dessa forma torna-se preponderante que o Brasil precise estar aparelhado e capacitado", escreveu o coronel. P

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