Corpo de advogada é retirado de microônibus na cratera

O corpo da advogada Valéria Alves Marmite, 37 anos, a segunda vítima identificada do acidente ocorrido nas obras do metrô, foi retirado de dentro do microônibus soterrado na noite desta terça-feira.O laudo do Instituto Médico Legal (IML) informa que Valéria teve morte instantânea, por politraumatismo. Passaram na noite desta terça pelo IML o ex-marido de Valéria e o governador José Serra.Mãe de três filhos, Valéria trabalhava na região de Pinheiros e não dava notícias desde a tarde de sexta-feira, quando ocorreu o acidente. O corpo dela foi encontrado na tarde de segunda-feira dentro do microônibus, mas por causa das condições de trabalho no local, com riscos de novos desabamentos, os bombeiros tiveram dificuldades para retirá-lo. ResgateDe acordo com o major Valmir, do 23º Batalhão da Polícia Militar, responsável por todo monitoramento da aérea externa no terreno onde houve o acidente, os bombeiros demoraram mais de 10 horas para retirar o corpo de Valério para que ele fosse preservado e não ocorresse mutilação. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.No resgate, teve de ser arrancado o pára-choque e o banco que estava à frente da advogada, pois sua perna estava presa ao banco. "A van teve de ser tirada dela para que pudéssemos tirá-la inteira", disse o coronel Antonio dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, três equipes de quatro homens se revezaram nos trabalhos para a retirada do corpo em um espaço de apenas um metro quadrado."Não temos pressa"Capitão Mauro Minoro, um dos responsáveis pelos trabalhos de buscas dos bombeiros, afirmou que todo o trabalho de salvamento será feito com calma e de forma cuidadosa. "Não temos pressa, se começar a retirar o mais rápido possível, vamos pecar na segurança de nossos homens", disse Minoro.Mas ele fez uma ressalva: "Se percebemos que há chances de vida dentro da van, sem dúvida o trabalho será mais rápido. Mas, pelo tipo de ocorrência, a possibilidade de haver sobreviventes é muito difícil", disse.Outra vítimaOutra vítima da tragédia foi a aposentada Abigail Rossi de Azevedo, 75 anos. A equipe de resgate encontrou o corpo dela na madrugada de segunda-feira, 15, depois de quase 70 horas do deslizamento. Ela havia saído de casa para uma consulta médica, quando passava pela Rua Capri para pegar um trem na Estação Pinheiros da CPTM, na hora do desabamento.BuscasEquipes do Corpo de Bombeiros conseguiram chegar nesta terça-feira até a van que caiu na cratera após o desabamento e tentam agora localizar e retirar outras possíveis vítimas que estavam dentro do veículo. As buscas são realizadas em duas frentes, uma em direção ao túnel do Metrô sob a Marginal do Pinheiros e outra no túnel que vem da Avenida Faria Lima, local onde está a van.Também há indícios de que o corpo do motorista do caminhão que caiu dentro do buraco esteja no túnel da Marginal do Pinheiros. Segundo o coronel do Corpo de Bombeiros, Antônio dos Santos, durante a madrugada os cães farejaram o local e apontaram que o corpo do motorista não estaria dentro do caminhão, mas sim mais à frente, apesar de ainda não ser possível precisar a quantos metros. Agora, as buscas concentram-se para a retirada do corpo do motorista.Conteúdo atualizado às 0h49

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