Corpo de ciclista é doado para faculdade

O corpo da massagista Márcia Regina de Andrade Prado, de 40 anos, atropelada anteontem por um ônibus na Avenida Paulista, foi doado para a Escola Paulista de Medicina (Unifesp) para ser usado em pesquisas, seguindo seu próprio desejo. Como ela morreu na hora, após perder o equilíbrio da sua bicicleta, os órgãos não puderam ser doados para transplante. Às 18 horas de ontem, cem ciclistas se reuniram na Praça do Ciclista, na esquina da Paulista com a Rua da Consolação, para homenagear mais uma pessoa que entra na estatística da guerra do trânsito paulistano."A bicicleta é um meio de transporte respeitado em quase todos os países do mundo, onde existem ciclovias e as leis são respeitadas", diz o técnico de informática Ricardo Leal, que usa a bicicleta para trabalhar. "Mas aqui é o Brasil. Para que o ciclista seja respeitado, é necessário que aconteça o pior, e o pior aconteceu nesta semana."Segundo testemunhas do acidente, um ônibus que passava na altura do número 1.150 da Paulista tentou ultrapassar a massagista, que circulava perto do meio-fio. Márcia caiu com a bicicleta e o coletivo passou por cima de sua cabeça. Apesar da tragédia e da comoção, ainda não houve anúncio de que os planos de construção das tão propagadas ciclovias serão tirados do papel. "Lamentamos que as administrações anteriores nunca se preocuparam em fazer ciclovias", limitou-se a dizer o prefeito Gilberto Kassab.Pela primeira vez em um ano e meio, a Secretaria de Transportes tornou públicos dados referentes a mortes de ciclistas no trânsito. Em 2008, até o mês de outubro, 55 ciclistas morreram em acidentes na cidade. Em todo o ano de 2007, foram 83, e em 2006, 84 ciclistas mortos. www.estadao.com.brAté as 19h10 de ontem, 843 internautas responderam à enquete "É seguro andar de bicicleta na cidade de São Paulo?"93% NÃO7% SIM

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