Corpo de engenheiro é enterrado no Rio

Foi a primeira cerimônia fúnebre de uma vítima do avião da Air France

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

24 de junho de 2009 | 00h00

O corpo do engenheiro Luis Claudio Monlevade foi o primeiro entre as vítimas brasileiras da queda do avião da Air France, dia 31 de maio, a ser enterrado. O enterro ocorreu na tarde de ontem em sua cidade natal, Barra Mansa, no sul fluminense. A família e os companheiros de trabalho da empresa Saint Gobain, da qual ele era gerente de Qualidade, acompanharam a cerimônia, no cemitério municipal. O corpo chegou ontem do Recife, onde foi identificado. Monlevade tinha 48 anos e estava indo à França a trabalho. Era casado, tinha dois filhos e trabalhava havia 20 anos na empresa. Segundo informou o aposentado Nelson Marinho, pai de outro passageiro e um dos criadores da Associação das Famílias das Vítimas do Voo 447, os parentes de Monlevade ainda não o contactaram. Marinho deve ir a Paris na semana que vem a fim de se reunir com representantes de vítimas francesas. Mais dois corpos embalsamados em Pernambuco seguem hoje para o Rio. Das 228 pessoas a bordo, foram resgatados 50 corpos. Onze foram identificados até agora. Em nota, Marinha e Aeronáutica disseram que o Senegal encerrou as buscas aéreas sob a coordenação daquele país. As buscas comandadas pelo Brasil continuam.CAIXAS-PRETASA Marinha da França negou ontem que tenha localizado os sinais sonoros emitidos pelas balizas presas às caixas-pretas do Airbus A330. Pela manhã, uma reportagem do jornal Le Monde havia afirmado que os sinais sonoros dos equipamentos tinham sido identificados. Segundo a reportagem, as embarcações que monitoram a região do desastre teriam captado "um sinal muito fraco" que "poderia provir das caixas-pretas". Minutos depois, diferentes fontes do governo francês desmentiram a notícia. "Foram detectados sinais sonoros, mas não há nada verificado até o momento, infelizmente", afirmou Philippe Guillemet, comandante do navio Pourquoi Pas?, que organiza as buscas. Porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas, Patrick Prazuck revelou que várias emissões de rádio similares às das balizas foram localizadas, mas nenhuma foi confirmada como sendo das caixas-pretas.As balizas emitem as ondas de rádio que permitem rastreá-las por um período de 30 dias. Restam sete dias para o fim desse prazo.

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