EFE/ Paul Braven
EFE/ Paul Braven

Corpo de executiva brasileira é encontrado em rio em Sydney, na Austrália

Causa da morte não foi determinada, mas polícia local descartou hipóteses de acidente ou suicídio; ex-namorado é o principal suspeito

Jorge Bechara, Especial para O Estado

02 Maio 2018 | 16h30

O corpo de uma executiva brasileira de 38 anos, identificada como Cecília Haddad, foi encontrado em um rio de Sydney no último domingo. A causa da morte ainda não foi determinada por autópsia, mas a polícia australiana investiga o caso como assassinato. 

O principal suspeito do crime é um ex-namorado da vítima, que estava em Sidney no dia morte e logo depois viajou para o Rio de Janeiro. Amigos dele dizem que ele teria antecipado a volta para o Brasil. 

Cecília foi vista na última sexta-feira em um churrasco e conversou com amigos por telefone no dia seguinte. A polícia foi informada sobre o desaparecimento após ela não ter ido a vários compromissos no sábado e não atendeu a telefonemas.

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O carro da vítima, um Fiat 500 sedã vermelho de 2013, foi achado na estação de trem West Ryde, perto do bairro de classe média alta em que ela morava. O corpo foi encontrado por canoístas no Rio Lane Cove, também na mesma região. 

Os investigadores do Departamento de Homicídios da Polícia do Estado de New South Wales tem imagens da vítima pouco antes do desaparecimento. Também estão entrevistando vizinhos e amigos de Cecília em busca de pistas. A mãe dela, que mora no Brasil, está a caminho da Austrália para acompanhar os trâmites. 

Carreira e voluntariado. Cissa, como era conhecida, tinha vários amigos na cidade e vivia na Austrália há 11 anos. Já foi gerente de operações da mineradora anglo-australiana BHP e também trabalhou como chefe de Planejamento de Operações para a empresa de fretes Pacific National. Em julho do ano passado, fundou a empresa CHC, oferecendo consultoria em eficiência e produtividade. 

No Brasil, havia atuado nos escritórios da Vale no Rio em 2006 como analista de compras e na empresa de engenharia Promon. Fluente em espanhol e inglês, era formada em Logística de Engenharia Industrial pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio e em Gerência de Sistemas de Carga pela Universidade da Tasmânia, na Austrália. Cecília ainda era voluntária na organização de caridade para deficientes Hireup. 

“Acredito que ainda estou em negação, para ser honesta. Mas todos nós temos de ser muito fortes e conseguir justiça para Cissa, além de dar tudo o que for possível à polícia”, disse ao jornal The Sydney Morning Herald Carolina Câmara, que conhecia a vítima há 11 anos. Segundo a imprensa australiana, amigos da vítima disseram à polícia que ela vinha usando aplicativos de relacionamento após ter se divorciado. O Estado não conseguiu localizar nesta quarta a família ou amigos de Cecília. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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