Corpo de menina que caiu de prédio é enterrado no Rio

Pais da menina vão responder por abandono de incapaz e podem ser condenados a até 12 anos de prisão

14 Julho 2009 | 13h40

Família se emociona durante o enterro da menina no Cemitério do Irajá. Foto: Wilton Júnior/AE

 

O corpo da menina Rita de Cássia, de 5 anos, foi enterrado na manhã desta terça-feira, 14, no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio. Rita caiu da janela do 5º andar do apartamento dos pais, no sábado. Os pais da menina foram presos no domingo e, como conseguiram a liberdade provisória, deixaram a prisão na segunda. O enterro estava marcado para segunda, mas foi adiado para que os pais de Rita pudessem comparecer.

 

O contador Gilson Rodrigues de Sena, de 51 anos, e a professora Fátima Rodrigues Edvirges Sena, de 50, estavam com as duas filhas, Rita e Camila, de 14 anos, que está grávida, numa festa caipira no condomínio, em Tompas Coelho, na zona norte. Rita disse que estava com sono e pediu para dormir. A criança foi deixada no apartamento pela mãe, que voltou para recomendar à filha mais velha que não tomasse chuva.

 

Rita de Cássia ficou sozinha em casa por 19 minutos. Nesse período, lançou objetos pela janela da área de serviço, que estava com a rede de proteção rompida, por causa de um acidente doméstico com ferro de passar roupa. As imagens do circuito interno do prédio mostram que Rita jogou uma mochila e um edredom na área externa, antes de cair.

 

O casal foi preso em flagrante por abandono de incapaz, seguido de morte, a pedido da delegada Adriana Belém, da 25ª Delegacia de Polícia (Engenho Novo). A pena para esse tipo de delito varia de 4 a 12 anos de prisão.

 

Para a delegada, ficou claro que o casal não jogou a criança pela janela. "Eles foram autuados pela conduta prevista na lei penal como abandono de incapaz. É importante salientar que essa conduta por si só já constitui delito, independentemente de morte ou lesão corporal. É preciso que os pais tenham isso em mente. É uma conduta autônoma. É inconcebível deixar um filho de 5 anos sozinho em um apartamento", afirmou a delegada, em entrevista ao RJTV.

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