Tasso Marcelo/AE
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Corpo de PM morto na Rocinha é enterrado

Rodrigo Cavalcante, de 32 anos, foi baleado na quarta-feira, 4, durante patrulhamento pela comunidade

estadão.com.br,

05 Abril 2012 | 16h47

SÃO PAULO - Foi enterrado na manhã desta quinta-feira, 5, o corpo do cabo do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, morto com um tiro por traficantes durante um patrulhamento na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. O PM foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste da cidade.

Cavalcante foi baleado na madrugada de quarta-feira, 4, durante patrulhamento a pé pela comunidade da Rocinha. Ele chegou a ser levado por colegas para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde morreu.

Depois da morte do PM, 150 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque fizeram uma operação na favela para prender Edilson Tenório de Araújo, de 40 anos. Ele é suspeito de ter atirado no cabo. O suposto atirador foi identificado após deixar cair uma bolsa com munições e um documento. Segundo a PM, ele já havia sido preso duas vezes por tráfico. A Divisão de Homicídios investiga o caso.

Ocupação. O cabo foi a 9ª vítima da onda de violência que há 50 dias atinge a Rocinha, ocupada desde novembro por forças de pacificação.

Apesar da morte do policial, o secretario estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que não vai recuar na ocupação da Rocinha. "Ninguém aqui vai trabalhar com gosto de sangue na boca. Existe um planejamento para a Rocinha, que ainda está na primeira fase da pacificação. Não temos uma vitória absoluta, ela está sendo construída". Beltrame descartou a possibilidade de pedir ajuda ao Exército.

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