Corpo de tenente morto na Praia Grande é enterrado

Muitos companheiros de farda compareceram ao Cemitério Morada da Grande Planície, na Praia Grande, onde o corpo do tenente reformado da Polícia Militar Newton dos Santos Ramos, de 57 anos, foi enterrado no final da tarde deste sábado. O clima era de consternação entre familiares e amigos. Ninguém se conformava com a morte prematura do policial, considerado uma pessoa alegre, de bem com a vida e que não tinha inimigos. Era músico da banda da corporacão, e havia se aposentado há seis anos.O tenente foi morto na noite de sexta-feira, quando cinco homens encapuzados invadiram o quintal da residência onde morava, no bairro Caieiras, e, depois de imobilizar a mulher da vítima, dispararam vários tiros contra o policial. No velório, a viúva, Leolinda da Silva Gondim, com quem o tenente vivia há 18 anos e tinha dois filhos, de 15 e 7 anos, estava estarrecida com os acontecimentos. Ela contava que a cachorra latia muito e ela foi ver o que acontecia, quando cinco homens, dizendo que haviam fugido da penitenciária, a dominaram. À saída do marido à porta eles passaram a atirar, matando-o. "Só sei dizer que não volto mais a morar lá, onde pretendo voltar apenas para buscar minhas coisas", afirmou revoltada.A polícia de Praia Grande, que colocou na rua toda a equipe de investigadores, não descarta que o crime seja atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), mas também segue outras linhas de investigação. Caieiras é um bairro extremamente violento, e como a casa do policial fica em local afastado, próximo ao mangue, trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), seguindo a tese de que os marginais teriam entrado na casa para roubar, já que os assaltos são comuns naquela região.

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