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Corpo de vaca permanece há uma semana em poste no RS

Animal ficou preso por causa das enchentes que atingiram São Borja, onde há 150 pessoas desabrigadas e outras 350 desalojadas

Lucas Azevedo, Especial para O Estado

17 de julho de 2014 | 10h18

PORTO ALEGRE - Uma semana depois de ser avistada pela primeira vez, a vaca - já morta - que ficou presa sobre um poste por causa das enchentes no Rio Grande do Sul permanece no local. Agora, ela é banquete para um grupo de urubus que se revezam pousados nos fios de energia.

O flagrante foi feito pelo produtor rural Aldo Marino Heck, de 55 anos, de São Borja, cidade a 594 quilômetro de Porto Alegre na fronteira oeste, divisa com a Argentina. O animal já deveria ter sido retirado do poste, mas como a região ainda está muito alagada, não foi possível a aproximação de um guindaste.

A cidade foi uma das mais prejudicadas pelo excesso de chuva e consequente cheia do Rio Uruguai. A prefeitura decretou situação de emergência e espera, agora, o repasse de verba do governo federal para reconstruir o município. Mais de duas mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

Conforme dados da Defesa Civil Estadual atualizados na noite desta quarta-feira, 16, 150 pessoas permanecem desabrigadas e 350, desalojadas em função da inundação em São Borja.

Ao todo, no Estado, 633 ainda estão desabrigadas e 3.806, desalojadas em 141 cidades em situação de emergência e duas em estado de calamidade pública.

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