Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Corpo encontrado na zona leste é de advogada ligada ao PCC

O corpo encontrado num córrego da Rua Valentim Lemos, no Lajeado, zona leste de São Paulo, era mesmo da advogada Eva Wilma dos Santos, 29 anos. Ela e o marido Sherley Nogueira dos Santos, 34 anos, o Fininho, foragido da Justiça e homem do segundo escalão da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) estavam desaparecidos desde 6 de dezembro do ano passado. O rapaz ainda não foi localizado.Segundo o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), o casal foi seqüestrado e jurado de morte pelo PCC, sob a acusação de ter delatado José Wilson Tavares Lopes, 37 anos, o Tigrão. Ele foi preso no início de novembro com Adilson Daghia, 37 anos, o Ferrugem, acusado de participar do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, em março de 2003. Tigrão era apontado pela polícia como chefe do PCC na zona norte e uma de suas funções era garantir a segurança de Ferrugem e evitar sua captura. De acordo com um policial, o Deic teria gravações de uma teleconferência de presos comentando a execução do casal. Essa informação, até anteontem, não havia sido repassada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações do assassinato da advogada. A família de Eva havia procurado o Deic para comunicar o desaparecimento dela e de Fininho. A falta de troca de informações entre os departamentos da Polícia Civil, como o caso envolvendo o seqüestro e assassinato de Eva, é um dos maiores desafios do novo secretário da Segurança Pública, Ronaldo Augusto Bretas Marzagão.O DHPP só conseguiu identificá-la no último dia 20.O Deic havia apurado que Eva estava em casa, em 6 de dezembro, quando foi contatada por Fininho, pelo telefone celular, para encontrá-lo num supermercado em Guaianazes, Zona Leste da Capita. Depois disso, o casal nunca mais foi visto. A polícia encontrou o corpo de Eva no dia seguinte. Uma equipe do DHPP foi ao local fazer a perícia e colher provas sobre o crime. O Deic, no entanto, já sabia do desaparecimento da advogada. A mãe dela, M.D.B.S, telefonou para o Deic, na tarde de 8 de dezembro, avisando que o corpo da filha tinha sido encontrado. Mas o pai de Eva, F.A.S., reconheceu o corpo da filha no Instituto Médico Legal (IML) Central pela tatuagem do duende na perna esquerda. Um funcionária avisou o DHPP que providenciou o confronto das digitais no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD). O exame teve resultado positivo.Segundo a equipe do delegado Jorge Miguel Filho, da equipe A-Leste do DHPP, Eva foi estrangulada com fios de telefone celular e de chuveirinho. Ela vestia saia azul e usava sandálias também azuis. A polícia agora tenta encontrar Fininho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.