Corpo encontrado pode ser de fiscal da Receita

Sem mãos nem cabeça. Assim, de maneira macabra, pode ter terminado mais um seqüestro na Grande São Paulo. O corpo carbonizado que foi encontrado às 12h da última quarta-feira, no meio de um matagal na beira da rodovia Tancredo Neves (Estrada Velha de Campinas), em Caieiras, pode ser o do fiscal da receita federal Hélio Pimentel.Não se sabe desde quando ele estava em poder dos seqüestradores. Não se sabe também se o corpo realmente pertence a Pimentel. Família e amigos dele estiveram nesta sexta-feira no IML (Instituto Médico Legal) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, mas não teriam conseguido fazer a identificação. ?Não está fácil?, disse um funcionário do IML.Além de degolarem e deceparem, os bandidos também tocaram fogo no corpo. Tudo, segundo o delgado Rui Vicente, da delegacia de Caieiras, tentando dificultar o reconhecimento. Uma área de pelo menos 100 metros quadrados foi totalmente queimada. As chamas se alastraram, levando a empresa Melhoramentos, proprietária da área, a chamar os bombeiros. Depois de controlarem as chamas, os bombeiros encontraram a cena de terror e avisaram a polícia, que recolheu o corpo ao IML.Nesta sexta, sete policiais acompanhados de cães farejadores faziam uma busca pela área. ?As mãos e a cabeça podem estar por aqui?, disse o cabo Agnaldo, segurando um enorme pitbull. No local onde o corpo foi encontrado, tudo estava queimado, preto. O cheiro era forte e não dos mais agradáveis.A suspeita de que o corpo seja de Pimentel deve-se ao fato de que, nesta quinta-feira, um dia depois da descoberta do corpo, seu carro, um Renault, foi encontrado a 5 quilômetros do local, em uma estrada que leva a Caieiras. ?Mas isso não desvenda o caso?, diz o delegado Rui Vicente, encarregado de identificar a vítima. Segundo ele, se até segunda-feira, o corpo não for reconhecido, será pedido um exame de DNA. ?Eu acho que só assim será possível saber de quem é o corpo. Está totalmente desfigurado?.Há informações de que o resgate para a libertação de Pimentel teria sido pago ? parte em dinheiro, parte em jóias. Oficialmente, como o corpo não foi identificado, a Delegacia Anti-Sequestro (DAS) dá o caso como ?em andamento?. Informações, não confimados por Vicente, contam que os dedos da vítima já teriam sido encontrados cortados, divididos em falange, falanginha e falangeta.

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