Corpos de vítimas do Voo 447 serão embalsamados em Recife

Eles devem começar a ser liberados pelo IML a partir desta segunda-feira

Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo,

20 de junho de 2009 | 12h49

Contratado desde sexta-feira por uma seguradora da Air France, o Cemitério e Funerária Morada da Paz, no município metropolitano de Paulista, está com estrutura pronta e disponível para o embalsamamento dos corpos de vítimas do voo 447. O embalsamento de cada corpo deve durar em média de duas a quatro horas. Depois eles seguem para o Aeroporto Internacional dos Guararapes, para serem levados aos seus locais de origem.

 

A informação é de Guilherme Lithg, gerente estadual de operações do Grupo Vila - proprietário do Morada da Paz - maior empreendimento do ramo no Norte e Nordeste. Segundo ele, o embalsamamento ficará a cargo de uma equipe contratada pela seguradora da Air France, mas cinco técnicos especialistas do efetivo do Grupo Vila foram escalados para auxiliar o trabalho.

 

A área adequada para o embalsamento será isolada. Três capelas foram transformadas em salas para eventual receptivo do pessoal da empresa aérea ou de familiares, com acesso restrito somente a quem estiver credenciado. O credenciamento também ficou a cargo do Grupo Vila. "Não haverá interferência no movimento normal do cemitério e nem as atividades de rotina do Morada da Paz irão interferir no trabalho ligado à Air France", observou Lithg.

 

No Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife, se encontram 49 dos 50 corpos resgatados na área de buscas do acidente. O voo, que fazia a rota Rio-Paris, transportava 228 pessoas, entre passageiros e tripulantes. As liberações podem começar a ocorrer a partir desta segunda-feira. Para isso, é preciso que as famílias ou seus representantes legais assinem os atestados de óbitos.

 

O último corpo resgatado se encontrava até este sábado no navio-tanque da marinha brasileira Gastão Motta, na área de buscas, a cerca de 950 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha, onde foi montada estrutura, desde o início da operação, para a pré-identificação dos corpos recolhidos.

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