Corpos não aparecem e equipes priorizam destroços, diz FAB

Essa é a nova orientação aos navios que estão no quarto dia de buscas na região onde desapareceu o Airbus

04 de junho de 2009 | 10h14

A prioridade das equipes de busca será o recolhimento de destroços do Airbus da Air France, uma vez que não foram achados corpos na região até agora, informa a Força Aérea Brasileira (FAB) nesta quinta-feira, 4. Essa é a nova orientação aos navios que entraram no quarto dia de buscas na região onde desapareceu o avião, a cerca 650 quilômetros de Fernando de Noronha. No entanto, se forem encontrados corpos dos passageiros, eles voltam a ser prioridade e devem ser recolhidos imediatamente, afirma o tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso. Mais destroços foram vistos na região durante a madrugada.

  

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O presidente da Air France e o diretor-executivo da companhia aérea disseram nesta quinta em Paris às famílias que aguardam por notícias sobre familiares que estavam no voo AF 447 Rio-Paris, não haver esperanças de que qualquer um dos passageiros esteja vivo.

 

 

A Marinha afirmou também nesta quinta que a fragata Constituição foi o terceiro navio militar a chegar ao local das buscas, a 1.100 quilômetros a nordeste de Natal, mas as embarcações ainda não visualizaram os destroços. Um avião R-99 equipado com radar identificou durante a madrugada mais objetos em três pontos distintos do mar. Aviões Hércules da FAB decolaram posteriormente para tentar visualizar os destroços, informou o Centro de Comunicação da Aeronáutica.

 

"Os destroços foram identificados dentro daquela região onde se concentram as buscas. Entre os objetos, um era maior", disse à Reuters um oficial do centro de comunicação da FAB sem dar maiores detalhes, uma vez que as famílias sempre são avisadas primeiro sobre o andamento das buscas.

 

Perguntado se os aviões haviam avistado corpos, o oficial respondeu: "Por enquanto nenhum sinal."

Além dos destroços, as aeronaves da FAB que estão sobrevoando a região desde segunda-feira já avistaram extensas manchas de óleo no mar, o que segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pode excluir a possibilidade de explosão do Airbus que decolou do Rio no domingo com destino a Paris e fez seu último contato quatro horas depois, após passar por forte turbulência.

 

Entre as partes encontradas no mar na quarta-feira estava uma peça com 7 metros de diâmetro que, segundo a FAB, seria da fuselagem do Airbus A330. Também já foram avistados um assento de avião, pequenos pedaços brancos e uma bóia laranja. De acordo com a agência francesa responsável pela investigação das causas do acidente, o desastre pode permanecer um mistério, já que são remotas as chances de se encontrar as caixas-pretas no fundo do mar.

 

Os três navios brasileiros que estão na região - a patrulha Grajaú, a corveta Caboclo e a fragata Constituição -, serão responsáveis por transportar os destroços para o território brasileiro, ainda não avistaram as peças identificadas pela FAB. As buscas se realizam num raio de 200 quilômetros.

"A única informação nova é a chegada da fragata Constituição, que está equipada com um helicóptero, o que aumenta a nossa capacidade de busca", disse à Reuters o capitão-tenente Henrique Afonso, do 3o Distrito Naval.

 

Um navio francês equipado com um submarino não-tripulado que pode explorar a até 6.000 metros de profundidade também está a caminho do local. De acordo com a Marinha, dois navios mercantes também estão na região - um holandês e um francês - e ajudam na operação. Um terceiro navio mercante que estava no local pediu para deixar a área por falta de combustível.

 

O voo AF 447 tinha 216 passageiros de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses.

 

(Com Reuters)

 

Texto ampliado às 10h30

 

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