Corregedoria apura formação de quadrilha na polícia de SP

O corregedor-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Rui Estanislau Silveira Mello, disse nesta quinta-feira, em Ribeirão Preto, 314 quilômetros ao norte de São Paulo, que existem depoimentos importantes feitos durante a apuração da existência de um suposto grupo de extermínio formado por policiais civis e militares da cidade que seria o responsável por cerca de cem mortes nos últimos anos na cidade. Silveira Mello não entrou em detalhes para não atrapalhar as investigações, mas mencionou que três inquéritos foram avocados pela Corregedoria para São Paulo e que, associados ao surgimento de um quarto caso (um homicídio ocorrido em maio), originaram a abertura de um quinto inquérito, sobre formação de quadrilha ou bando (que investiga a atuação de policiais em roubo de carga e outros crimes). "Não estamos parados e avançamos bem, mas temos depoimentos importantíssimos, e só não posso falar porque atrapalharia o trabalho e poderia colocar testemunhas em risco de morte", comentou. O corregedor, que no final de fevereiro assumiu o cargo pela terceira vez, disse que montou uma equipe de três delegados de sua confiança que investigam os casos suspeitos. Entre outros casos, Silveira Mello disse que dois policiais civis estão presos por escoltar carga roubada, um foi afastado do serviço e outro está sendo investigado - todos da região de Ribeirão Preto. Os três primeiros estavam incluídos como possíveis participantes do suposto grupo de extermínio. Mello acrescentou que qualquer fato novo suspeito deverá resultar no afastamento dos policiais de suas funções para que sejam feitas as investigações devidas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.