Corregedoria apura proteção de policiais a Elias Maluco

O secretário da Segurança Pública, Roberto Aguiar, afirmou nesta segunda-feira que está sendo investigada oficialmente a denúncia de que policiais civis e do 7º Batalhão de Polícia Militar (São Gonçalo) estariam garantindo a liberdade do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco em troca de suborno. A investigação é conduzida pela Corregedoria Geral Unificada da Secretaria. Elias, caçado há mais de dois meses pela polícia, é acusado do assassinato do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo de Televisão. Uma das informações é a de que o traficante pagou R$ 600 mil aos agentes em troca da sua liberdade.A denúncia, informou Aguiar, foi feita pelo Disque-Denúncia à corregedoria, e é investigada há cerca de um mês. De acordo com ele, porém, ainda não pôde ser confirmada. Segundo o corregedor Aldiney Peixoto, um dos indícios de que policiais estariam acobertando o traficante é o fato de que, sempre que policiais julgam estar perto dele, o bandido, aparentemente, escapa. "Não temos a preocupação de prender Elias Maluco, essa é função da Polícia Civil. Mas, à medida que exista a possibilidade de envolvimento de policiais, temos que investigar", disse.O comandante-geral da PM, coronel Francisco Braz, saiu em defesa dos policiais militares, qualificando de "maldosa" as denúncias que foram feitas. "É desagradável que se plante este tipo de informação. O 7º BPM é um batalhão de bravos e de policiais dedicados", afirmou o coronel. Ele disse que preliminarmente estava defendendo sua instituição, mas que a corrupção pode existir em qualquer instituição e que as denúncias contra os PMs estão sendo investigadas. Braz voltou a afirmar que a prisão de Elias Maluco é uma questão de dias, "porque toda inteligência da polícia está voltada para as investigações".

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