Corregedoria vai investigar operação que matou estudante, diz PM

Menino de 11 anos foi baleado no peito quando estava dentro da sala de aula em Barros FIlho

Gabriela Moreira - O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2010 | 15h00

 

RIO - A Polícia Militar do Rio informou em nota que o comando do 9.º Batalhão determinou que a corregedoria investigue a atuação dos policiais envolvidos na operação realizada no Complexo da Pedreira na manhã desta sexta-feira, 16.

 

O estudante Wesley Gilber Rodrigues, de 11 anos, foi atingido por uma bala perdida dentro de uma sala de aula durante o tiroteio, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde. Ele ainda foi socorrido por professores, mas chegou morto ao Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Ainda não foi identificada a origem do tiro que atingiu o garoto.

 

Segundo a PM, o batalhão havia recebido informação, pelo Disque Denúncia, de que traficantes se escondiam na favela. Ainda segundo a polícia, seis suspeitos, com idades entre de 20 a 30 anos, foram mortos e outros dois estão presos. Foram apreendidos nove caça-níqueis, uma carabina, uma submetralhadora, 3 pistolas, um revólver e drogas.

 

O aluno estava dentro e uma unidade Centro Integrado de Educação Pública (Ciep), Rubens Gomes, em Barros Filho, no subúrbio do Rio, quando foi atingido no peito por um tiro. Por conta do incidente, a Secretaria Municipal de Educação suspendeu as aulas da escola nesta sexta-feira. Na próxima segunda-feira, 19, uma equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Escolas Municipais (Proinape) irá à unidade escolar para conversar com as crianças e professores.

 

Policiais militares interromperam uma manifestação de moradores da Favela da Lagartixa, em protesto pela morte do estudante Wesley Rodrigues de Oliveira

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