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Corretor seqüestrado foi brutalmente agredido

Hematomas, cortes na cabeça e três dentes quebrados. Assim o corretor de imóveis Rubens da Silva Nunes chegou à Divisão Anti-Seqüestro (DAS) após sair do cativeiro. Ele contou como foram os dias de terror nas mãos dos bandidos e mostrou as marcas deixadas em seu corpo."Davam socos e quebraram meus dentes. Também me bateram com o cano do revólver. Queriam dinheiro e eu dizia que não tinha", disse. No primeiro cativeiro, o corretor disse que ficou amarrado, amordaçado, vendado e algemado em uma cama durante três dias."Foi horrível. Não comi e não me deixaram ir ao banheiro. Passei três dias fazendo xixi na cama em que estava", afirmou. Ele disse que também apanhou nos dois outros cativeiros em que esteve. "No segundo, pedi uma fruta e me deram uma banana e água. Ali fiquei quatro dias, sempre vendado, algemado e amarrado. Só no terceiro cativeiro é que melhorou um pouco, pois tiraram as cordas."Durante os nove dias de seqüestro, os bandidos obrigaram-no a falar três vezes por telefone com sua família. Ele disse que foi apanhado quando chegava à casa de uma amiga. "Parei o carro em frente para esperá-la, e pouco depois ela chegou. Quando ela ia pôr o carro na garagem, piscou a lanterna."Imediatamente, seis homens vieram na direção de Nunes. No fim da entrevista, o corretor afirmou que pretende mudar de São Paulo. "Isso aqui está um caos."

Agencia Estado,

22 de maio de 2002 | 21h37

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