Corrida entra em nova fase com petista acelerando

Esta corrida presidencial ocorre em três etapas. Na pré-campanha, uma desconhecida Dilma Rousseff (PT) galvanizou os eleitorados petista e lulista, viabilizou-se como candidata do governo e empatou com José Serra (PSDB), o mais conhecido dos presidenciáveis. Essa fase durou de setembro a maio.

Análise: José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2010 | 00h00

A segunda etapa está em curso. É a da campanha aberta, mas sem palanque eletrônico permanente. Foi caracterizada até agora pelo empate técnico dos dois favoritos, com oscilações provocadas por uma parte do eleitorado que é tradicionalmente pendular.

A novidade da pesquisa Ibope é que Dilma dá sinais de que pode se desgarrar e fazer uma largada "lançada" para a fase da corrida em que a propaganda compulsória no rádio e na TV leva a campanha para dentro da casa e da cabeça dos eleitores. Iniciar a etapa final acelerando mais do que o adversário é uma vantagem. Mas nesta nova fase os presidenciáveis estarão superexpostos. Será uma corrida de obstáculos: os líderes correm risco de tropeçar nos debates e nas próprias palavras.

É JORNALISTA ESPECIALIZADO EM ESTATÍSTICAS

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