Cortador de cana morre no 1º dia de trabalho em Barretos

O cortador de cana Lourenço Paulino de Souza, de 20 anos, morreu na tarde de terça-feira, 24, em Barretos, na região de Ribeirão Preto, no seu primeiro dia de trabalho para a Usina São José.Souza foi encontrado caído ao lado do ônibus que transportava os trabalhadores por volta das 15 horas de terça, na Fazenda Santa Elisa. Ele foi socorrido imediatamente até o Pronto-Socorro, da Santa Casa de Barretos, mas já chegou morto ao local.Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, o médico Marcelo Targas atestou "morte natural de causa desconhecida", pois não havia sinais de violência nem outras intervenções no corpo do bóia-fria.Em nota oficial, a Usina São José, do Grupo Guarani, informou que lamentou o fato ocorrido e "que está prestando toda a assistência necessária à família do empregado", incluindo o esclarecimento da causa mortis de Souza. A empresa citou na nota ainda que "as condições de saúde do funcionário Lourenço Paulino de Souza, à época de sua contratação, no mês de fevereiro último, foram atestadas como sendo plenamente favoráveis ao exercício de sua atividade".Quando soube da morte do bóia-fria Souza, a Pastoral do Migrante de Guariba informou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), em Campinas, que irá investigar esse caso também. As investigações do MPT começaram após as denúncias da Pastoral.Este é o segundo caso de morte em canaviais neste ano. O primeiro falecimento de 2007 foi de José Pereira Martins, de 51 anos, de Guariba, morto em 28 de março devido a um enfarte agudo do miocárdio. Ele trabalhava no plantio de cana, e não na colheita, para a Usina Bonfim, do grupo Cosan. O MPT, da 15ª Região, vai investigar essa morte no campo também, a 19ª nos últimos anos suspeita de ter ocorrido devido ao excesso de esforço nas lavouras de cana-de-açúcar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.