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Corte de café em presídio leva a princípio de motim em MG

Governo reduz fornecimento da bebida pela metade em prisão de Araxá e juiz promete a detentos buscar ajuda na iniciativa privada

Rene Moreira, Especial para O Estado

14 Fevereiro 2017 | 17h41

FRANCA - Uma manifestação tumultuou o presídio regional de Araxá (MG) nesta segunda-feira, 13. Os 370 detentos do local iniciaram um princípio de motim por causa do corte pela metade no fornecimento de café. Cada um tinha direito a 200 mililitros ao dia, mas agora a quantidade caiu para 100 mililitros. 

O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) foi acionado e ficou de prontidão para uma eventual intervenção, mas o movimento terminou com a presença do juiz Renato Zouain Zupo que negociou o fim do protesto. Ele prometeu buscar na iniciativa privada doações para completar o fornecimento, o que equivale a 40 quilos de café por semana.

As medidas adotadas no presídio já foram implantadas em outras unidades e teriam a finalidade de melhorar a qualidade da alimentação.

Segundo o governo estadual, hoje o sistema prisional de Minas Gerais oferece quatro refeições diárias aos detentos. Além do café da manhã, eles têm almoço, café da tarde com suco e jantar, sendo que o custo do Estado com cada preso fica perto de R$ 3.500 por mês.

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