Corte de verbas começa pelos ''sem-mandato''

Libera de um lado, corta de outro. Os 282 deputados e senadores que tiveram emendas aprovadas ao Orçamento de 2011, mas não estão mais no Congresso, são alvo preferencial do corte de R$ 50 bilhões que o governo prepara e deve detalhar na semana que vem. Essas emendas somam R$ 3,2 bilhões, segundo levantamento feito pelo Estado.

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

No total, o volume de emendas de parlamentares aprovadas ao Orçamento de 2011 é de R$ 21 bilhões. Dessas, cerca de R$ 18 bilhões serão dizimadas, segundo adiantou fonte do Planalto.

Entre esses R$ 18 bilhões, as emendas dos sem-mandato tendem a ser as primeiras da fila, embora o festival de liberações dos últimos dias mostre que isso nem sempre é verdade. "Claro que agora ficará mais difícil", disse o ex-deputado Chico da Princesa (PR-PR), que teve aprovadas 17 emendas destinando recursos para cidades do interior do Paraná.

Entre os alvos preferenciais dos cortes há emendas com boas chances de escapar. São as apresentadas por ex-parlamentares que agora ocupam cargos no Executivo. O vice-presidente Michel Temer, por exemplo, teve aprovadas 20 emendas, no valor de R$ 11,550 milhões. O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, emplacou 19 emendas, no total de R$ 10,650 milhões.

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