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Divulgação/Marinha
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Corveta da Marinha desembarca 133 peças do Airbus no Recife

Entre peças estão máscaras de oxigênio, roupas e gavetas; esta é a maior missão de busca das Forças Armadas

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo, com Reuters

19 de junho de 2009 | 15h52

Armário da copa, gavetas, uma poltrona azul, portas de bagageiros, pedaços da fuselagem, máscaras de oxigênio, maleta de plástico amarela e roupas de passageiros estão entre as 133 peças do Airbus da Air France desembarcadas na manhã desta sexta-feira, 19, no Porto do Recife, pela Corveta Caboclo, da Marinha brasileira. Todo o material - sem nenhum traço de incêndio - foi inventariado e entregue ao Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil Francesa (BEA).

  

Foi o segundo mais expressivo lote de destroços desembarcados no Porto do Recife. No primeiro, dia 12, a fragata Constituição trouxe a maior peça resgatada do avião, o estabilizador vertical, onde se localiza o leme da aeronave. Todos os destroços levados à capital pernambucana se encontram em um hangar alugado do Aeroclube do Recife, sob a guarda do BEA, encarregado de investigar as causas do acidente ocorrido na noite do dia 31 de maio. Dos 228 integrantes - entre passageiros e tripulantes - do voo 447 que saiu do Rio com destino a Paris, 50 foram resgatados.

 

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O recolhimento das peças foi acompanhado por representantes do BEA, do Ministério das Relações Exteriores da França e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

 

Quarenta e nove corpos de vítimas encontrados já passaram pelo processo de pré-identificação, no arquipélago de Fernando de Noronha, e se encontram no IML do Recife, para necropsia. O 50.º está a bordo do navio-tanque Gastão Motta, na área de buscas. O trabalho é realizado pela Polícia Federal e Secretaria estadual de Defesa Social. Não há informação oficial sobre as identificações. A orientação é somente divulgá-las depois que as famílias forem informadas, e mediante sua autorização.

 

Identificação

 

Uma perita criminal de São Paulo com especialização em DNA foi chamada a Brasília para colaborar no trabalhão de identificação dos corpos das vítimas do acidente com o Airbus. Cristina Lekiche Gonzzales foi enviada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado atendendo a um pedido da Secretaria Nacional de Segurança Pública - Senasp. De acordo com a SSP, em julho de 2007 foi possível identificar 195 dos 199 mortos no acidente com o Airbus da TAM.

 

Missão de buscas

 

Essa missão representam a maior operação de buscas das Forças Armadas brasileiras, informaram a Marinha e a Aeronáutica na quinta-feira, quando apenas destroços foram recolhidos. "Para a Força Aérea foi a maior missão de busca já realizada, com mais de mil horas de voo em duas semanas", disse o tenente-coronel Henry Munhoz, assessor de comunicação da Aeronáutica, em entrevista coletiva no Recife.

 

O tenente-coronel reafirmou que a varredura por radar realizada pela Força Aérea Brasileira corresponde a cinco vezes o Estado de São Paulo e a dez vezes o de Pernambuco. "Estamos enfrentando as adversidades e procurando fazer o melhor possível", acrescentou ele. A Marinha também disse enfrentar sua maior missão e que "os navios têm atendido plenamente ao que se pretendia", segundo o capitão Giucemar Tabosa, assessor de comunicação da Marinha.

 

Atualizado às 17h15 para acréscimo de informações.

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