Coveiros fazem paralisação em 12 cemitérios públicos do Rio

Cerca de mil funcionários da Santa Casa de Misericórdia protestam contra o atraso do pagamento de salário e benefícios trabalhistas

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

25 de abril de 2014 | 11h24

RIO - Cerca de mil funcionários da Santa Casa de Misericórdia, concessionária que administra 13 cemitérios da Prefeitura do Rio, realizam uma paralisação até as 13 horas desta sexta-feira, contra o atraso do pagamento de salários e benefícios trabalhistas. Entre os grevistas, há coveiros e funcionários das administrações dos cemitérios.

Segundo Sérgio do Carmo, presidente do sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas, a Santa Casa não deposita o salário dos trabalhadores há cinco meses. "Nosso objetivo não é prejudicar a população, mas cobrar uma solução para o problema. Se até o quinto dia útil de maio os salários não forem pagos, nenhum enterro será realizado no Dia das Mães.

A entidade enfrenta crise financeira e o provedor (administrador da instituição filantrópica) Dahas Zarur, que atuou na Santa Casa por 60 anos, foi afastado pela Justiça ano passado, por denúncias de corrupção. Após o afastamento, a prefeitura anunciou a cassação da concessão da Santa Casa e anunciou a licitação para administração dos cemitérios, mas o processo ainda não foi concluído.

Enquanto isso, a prefeitura interveio no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na zona portuária, o maior da cidade. Este é o único dos 13 cemitérios em que os salários estão em dia, porque estão sendo pagos diretamente pelos interventores. No Cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul, apenas dois velórios estão sendo realizados nesta manhã. Mas nenhum enterro foi feito. Não há tumulto no local. Segundo Carmo, a situação é semelhante nos outros 11 cemitérios com paralisação porque os administradores já haviam agendado os sepultamentos para a tarde.

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