CPI apura que 80% dos postos de gasolina têm irregularidades

Cerca de 80% dos postos de gasolina da capital não estão totalmente regularizados junto aos órgãos públicos para poderem comercializar combustíveis. A informação foi prestada pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista de derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia. Ele foi ouvido hoje pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos postos de gasolina, na Câmara Municipal. Segundo Gouveia, o principal motivo é a burocracia que os donos de postos enfrentam para regularizar seus estabelecimentos. Para poderem funcionar, os postos devem ser licenciados pela administração regional, Secretaria Municipal da Habitação e pela Cetesb. Para os integrantes da CPI, isso dificulta a burocracia acaba prejudicando a fiscalização dos estabelecimentos na capital. "A concessão da licença deveria ser centralizada em apenas um órgão", disse o vereador Viviani Ferraz (PL), que integra a CPI. "Essa será uma das propostas da comissão no final dos trabalhos."O vereador lembrou que, atualmente, não há nem um cadastro único sobre o número de postos que funcionam na cidade. Enquanto o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), tem registrados 2.418 postos, o Sincopetro possui um cadastro de cerca de 2,1 mil postos. "Não se sabe nem quantos postos estão funcionando", criticou Ferraz.O presidente da CPI, Jooji Hato (PMDB), salientou os problemas ambientais causados por tanques em situação irregular. "Foram mapeadas cerca de 250 áreas contaminadas no Município, o que é vergonhoso", disse Hato.

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