CPI começa com dados sigilosos da caixa-preta do Airbus

Nesta manhã, deputados ouvem coronel responsável pelas investigações do acidente com o vôo 3054

Rosana de Cássia, da Agência Estado,

07 de agosto de 2007 | 10h16

O presidente da CPI do Apagão Aéreo, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o relator, Marco Maia (PT-RS), começaram a sessão desta terça-feira, 7, com documentos sigilosos guardados no cofre da comissão. Os dados serão divulgados apenas para os parlamentares da CPI, e contém informações sobre as conversas dos pilotos do Airbus da TAM com a torre de controle, a caixa-preta de áudio, documentos que já foram divulgados, e ainda a caixa-preta de dados, que ainda não foi revelada.     CPI faz sessão fechada e ouve caixas-pretas  CPI vai convocar diretora da Anac  Maiores desastres da aviação brasileira  Cronologia da crise aérea     Em depoimento aos deputados da CPI nesta terça, o tenente-coronel-aviador Fernando Camargo, que preside a comissão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), afirmou que a investigação sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM deve ser longa. Segundo ele, as caixas-pretas do avião que caiu em Congonhas foram as primeiras coisas que os investigadores procuraram.   Em relação ao erro no envio das caixas-pretas aos Estados Unidos, Camargo afirmou que existem diversos modelos de gravadores e que o equívoco foi da engenharia da TAM, que reconheceu como gravador uma caixa metálica de formato semelhante à caixa-preta. "Curiosamente, no interior dela havia o invólucro que costuma proteger a placa do gravador de vôo", afirmou aos deputados.   Ele disse, ainda, que a apuração sobre as causas do acidente, que deixou 199 pessoas mortas, começou cerca de cinco minutos após a queda do Airbus da TAM, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista.   Demora   No começo de seu depoimento, Camargo afirmou que o grande receio do Cenipa é expor conjecturas, especular sobre questões que estão abertas em relação ao acidente com o vôo 3054. Segundo ele, a investigação do Cenipa deve ser longa, já que o órgão ser ligado à Aeronáutica.   Camargo contou aos deputados que as investigações sobre o choque do Airbus com o prédio da TAM Express, após uma tentativa frustrada de pouso no dia 17 de julho, começou a ser investigada cinco minutos após o acidente. "Cerca de duas horas e meia depois do acidente, nós já estávamos com uma equipe em Congonhas para preservar indícios", esclareceu.   Às 14 horas, a CPI vai ouvir o diretor-presidente da Pantanal Linhas Aéreas, Marcos Sampaio Ferreira, sobre a derrapagem de um avião da empresa no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, na véspera do acidente com o avião da TAM.

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