CPI da Bancoop começa a tomar forma em SP

CPI da Bancoop começa a tomar forma em SP

Assembleia define maioria governista para compor comissão, que deve ter primeira reunião na próxima semana

Clarissa Oliveira, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

O comando da Assembleia Legislativa paulista indicou os integrantes da CPI da Bancoop, encarregada de investigar denúncias sobre supostos desvios de recursos da cooperativa para campanhas do PT. Como era esperado, a relação é composta em sua maioria por nomes governistas.

O PSDB terá três representantes na comissão - os deputados Bruno Covas, Celso Giglio e Samuel Moreira, este último autor do pedido de instalação da CPI. O PT possui dois nomes na lista, o líder da bancada, Antonio Mentor, e o deputado Vanderlei Siraque. Entre os membros efetivos, estão ainda Estevam Galvão (DEM), Chico Sardelli (PV), Waldir Agnello (PTB) e Roberto Morais (PPS).

Já a lista de suplentes traz José Augusto (PSDB), Pedro Tobias (PSDB), Milton Flávio (PSDB), Vicente Cândido (PT), Rui Falcão (PT), André Soares (DEM), Edson Giriboni (PV), Campos Machado (PTB) e Alex Manente (PPS). A relação, publicada ontem no Diário Oficial, ainda poderá sofrer alterações, dependendo da disponibilidade dos parlamentares convocados.

A previsão é de que a primeira reunião da CPI ocorra na próxima semana, provavelmente entre terça e quarta-feira. Na ocasião, os membros devem indicar o presidente que, por sua vez, terá a tarefa de nomear o relator.

Se os parlamentares seguirem a tradição da Casa e escolherem como presidente o autor do requerimento de criação da CPI, a vaga ficará com Samuel Moreira.

"Essa tradição de indicar o autor do requerimento para a presidência de fato existe, mas vamos respeitar a autonomia dos integrantes da CPI de indicarem quem eles julgarem mais competente para o exercício da função", afirmou Moreira.

Antes mesmo de a CPI ter sua instalação autorizada pela presidência da Assembleia, a oposição já dava como certa a convocação do novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ex-presidente da Bancoop e um dos personagens das denúncias envolvendo a cooperativa. Moreira evitou adiantar os próximos passos da comissão. "Nossa avaliação é a de que todas as pessoas diretamente citadas nas denúncias, que possam ter alguma responsabilidade, ou mesmo os cooperados, serão ouvidas ao longo das investigações", disse o tucano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.