CPI da Pedofilia quer audiência com José Serra e Tarso Genro

Parlamentares querem conversar sobre como tratar dos casos de abuso sexual em São Paulo e em todo o Brasil

Agência Brasil,

19 de março de 2009 | 15h22

Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia vão pedir audiências com o governador do Estado de São Paulo, José Serra, e com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para tratar dos casos de abusos sexuais contra crianças paulistas e de todo País. De acordo com o presidente da comissão, senador Magno Malta (PR-ES), as reuniões são importantes devido ao grande número de casos de pedofilia e também às falhas na assistência às vítimas.

 

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Os pedidos de audiência foram anunciados nesta quinta-feira, 19 pelos senadores, durante os depoimentos de duas mães de supostas vítimas de pedofilia em Catanduva. Na segunda sessão da audiência pública realizada pela CPI na cidade, elas disseram que seus filhos não estão recebendo o apoio necessário depois dos abusos e também disseram estar sob ameaça.

 

"O que aconteceu aqui é ímpar e não pode acontecer outra vez", disse Magno Malta, ao se referir às suspeitas de pedofilia em Catanduva, a 385 quilômetros de São Paulo. "Isso é uma catástrofe, uma catástrofe também de origem psicológica e de assistência social."

 

Segundo o senador, é preciso punir os criminosos, porém não se pode esquecer que as crianças vítimas de abusos necessitam de cuidados especiais. "É bom punir o pedófilo, mas é mais importante ainda proteger essas crianças", afirmou.

 

Por isso, de acordo com o parlamentar, é relevante o envolvimento do governo de São Paulo no caso. Com a participação do governo, seria mais fácil prestar o atendimento às vítimas e suas famílias, na avaliação do senador.

 

Malta também disse que vai pedir a ajuda de Serra, pois Catanduva não é a única cidade paulista em que há denúncias de pedofilia. Pela manhã, ele informou que tomou conhecimento na quarta de suspeitas de abusos a crianças em Porto Feliz, outra cidade do interior do Estado.

 

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) defendeu a participação do Ministério da Justiça para proteger as vítimas de ameaças a que estão sujeitas. Ele afirmou que a Delegacia dos Diretos Humanos deve ser acionada para garantir a segurança das vítimas de Catanduva e também de outros locais do País.

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