CPI deixa Catanduva sem ouvir ''banda rica''

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado encerrou os trabalhos ontem em Catanduva sem conseguir ouvir o médico Wagner Rodrigo Brida Gonçalves e o empresário José Emmanuel Volpon Diogo, considerados os principais suspeitos da "banda rica" da rede de pedofilia investigada na cidade paulista.Eles estavam convocados para depor, mas não compareceram aos depoimentos e agora são procurados pela Polícia Federal. Na quarta-feira, o médico e o empresário, que estavam foragidos, conseguiram habeas corpus derrubando as ordens de prisão. Por isso, havia a expectativa de que pudessem depor ontem. O Estado procurou os advogados dos dois acusados, mas os celulares deles estavam desligados.Os senadores ainda esperavam no início da noite que a PF pudesse ter sucesso nas buscas, mas já haviam decidido que os trabalhos seriam encerrados ontem, um dia antes do previsto. "Eles estão sendo procurados, e se não depuserem aqui, vão depor em Brasília'', disse o senador Romeu Tuma, relator da CPI.Hoje, os senadores deveriam ouvir as 40 crianças que relataram abusos sofridos de pedófilos da rede. A tarefa, no entanto, foi transferida para a promotoria e juizado da Vara da Infância e da Juventude de Catanduva, onde corre o inquérito policial que apura o caso. As seis pessoas já presas, acusadas de pedofilia, prestaram depoimentos e negaram as acusações. Dois deles, o operário Eduardo Aquino e o comerciante André Luiz Centurion, foram libertados minutos após depor pela juíza da Vara da Infância de Juventude da cidade, Sueli Alonso. Ela usou o argumento da isonomia, já que na quarta-feira o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) derrubou o pedido de prisão do médico e do empresário.O presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), se mostrou revoltado com as investigações feitas pela Polícia Civil, especialmente com a delegada Rosana Vanni, que demorou para apreender o computador do médico, onde poderia haver provas da existência da rede. COM AGÊNCIA BRASIL

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