CPI do Lixo analisa contratos emergenciais de Marta

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Lixo começa amanhã a coletar as primeiras informações sobre os contratos emergenciais de limpeza firmados pela prefeita Marta Suplicy (PT), no início do ano. O ex-diretor do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), Alfredo Luis Buso, irá prestar depoimento à comissão a partir das 10 horas, na Câmara Municipal.Buso foi o responsável pela contratação emergencial das 16 empresas responsáveis por serviços complementares de limpeza na cidade. Logo que os contratos foram assinados, começaram a surgir denúncias de irregularidades. Entre elas, o favorecimento de uma empresa, a Construrban, cujo dono tem ligações com o PT. Outra empresa, a Global, seria incapacitada para prestar o serviço.O vereador Roberto Tripoli (PSDB) afirmou que o depoimento será pouco produtivo. O motivo, segundo ele, é a falta de informações para elaboração das perguntas. "Fiz vários requerimentos à Prefeitura desde o dia 28 do mês passado, mas até agora não houve resposta", disse Tripoli. "Ele (Buso) vai ter de vir novamente, pois não tenho todos os elementos para elaborar as perguntas", afirmou Tripoli, que acusa os vereadores governistas de impedirem que os contratos emergenciais sejam investigados.O presidente da CPI, Devanir Ribeiro, rebateu as acusações. "Há inúmeros processos à disposição na própria Câmara", disse Ribeiro. "O Tripoli deveria ter um pouco mais de seriedade na sua atuação da CPI", completou o petista.PASO ex-secretário municipal das Finanças, José Antonio de Freitas, negou hoje que a Prefeitura tenha pago os empréstimos realizados pelas cooperativas do Plano de Atendimento à Saúde (PAS) junto a bancos privados. O ex-secretário praticamente repetiu os argumentos do ex-prefeito Celso Pitta (PTN), que foi ouvido ontem durante nove horas pelos vereadores.A Prefeitura é acusada de ter pago empréstimos contraídos pelas cooperativas em 1997 e 1998 nos bancos Schahin Cury e Pine, no valor total de R$ 56 milhões. Parecer emitido há duas semanas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) ordena que a Prefeitura providencie a retomada de R$ 7 milhões pago às cooperativas que teriam sido utilizados para o pagamento dos encargos financeiros das operações."Nunca houve envolvimento da Prefeitura com essas operações", afirmou Freitas. Segundo ele, as operações eram realizadas entre as cooperativas e os bancos. À Prefeitura, segundo ele, coube apenas repassar o dinheiro mensal que as cooperativas tinham direito.

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