CPI do Metrô é protocolada, mas dificilmente sairá do papel

Foi protocolado nesta terça-feira, 13, o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o acidente na futura Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, ocorrido no último dia 12 de janeiro. Apesar disso, a comissão não deverá sair do papel, pelo menos nessa legislatura da Assembléia Legislativa, que termina no dia 14 de março. Sob a liderança do PT, foram reunidas assinaturas de 32 deputados estaduais, correspondente a um terço dos ocupantes da Casa. Além dos 22 parlamentares petistas, assinaram o pedido do protocolo partidos que apóiam a situação, como o PFL. Não houve adesão de deputados do PSDB, legenda do governador do Estado, José Serra. De acordo com os trâmites que estão sendo adotados pelo legislativo paulista no encaminhamento das CPIs, essa Comissão vai para o fim da fila, atrás de, pelo menos, 60 outras comissões protocoladas. Mesmo que haja um acordo entre as lideranças dos partidos para que o documento passe da próxima etapa - a aprovação em plenário por maioria absoluta (48 deputados, pelo menos), - não há tempo disponível para a instauração da comissão ainda nessa legislatura. O prazo regimental para se nomear os membros de uma CPI, por exemplo, é de dez dias. Entretanto, a CPI do Metrô poderá ser tema para a nova legislatura, que toma posse no dia 15 de março, caso o relatório da comissão especial que apura o desabamento das obras do Metrô aponte, com base no resultado das investigações, que houve negligência por parte da companhia ou do consórcio responsável pelas obras. No dia 12 de janeiro, as obras na Estação Pinheiros da metrô paulista desmoronaram, matando sete pessoas e deixando quase duas centenas de desalojados. Construções da região tiveram que ser demolidas e outras estão condenadas. Uma comissão especial foi instalada na Assembléia para apurar o acidente.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 16h54

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