CPI é instalada para investigar morte de policiais no Rio

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro instalou nesta quinta-feira, 15, uma CPI para investigar as mortes de policiais no Estado. Nos últimos seis dias, 11 policiais foram mortos. A CPI foi reivindicada pela "bancada da bala" na Assembléia. O presidente da comissão será o deputado estadual e coronel da Polícia Militar Jairo Souza (PSC), e o relator será o deputado e major reformado da PM Paulo Ramos (PDT). "Hoje os policiais saem de casa e muitas vezes não têm certeza de que vão voltar. Queremos amenizar o sofrimento das famílias dos policiais mortos", disse Souza. A CPI tem um prazo de 90 dias para concluir as investigações e pretende convocar autoridades de segurança do Rio para prestar depoimento. Na manhã desta quinta-feira, 15, o soldado da PM Elson de Souza, de 30 anos, foi morto com vários tiros no confronto com traficantes nas proximidades da favela Vigário Geral, zona norte do Rio. O cabo Leandro Ipanema também foi baleado e está internado. Depois da morte de Elson de Souza, a polícia civil prendeu 20 pessoas, entre elas alguns suspeitos de terem participado dos ataques em série no Rio no fim do ano passado. RecompensaO Clube dos Soldados da PM do Rio está oferecendo uma recompensa de 2.000 reais, a maior da sua história, para quem der informações sobre os assassinos de policias, segundo o presidente da entidade, tenente Jorge Lobão. Foram espalhados cartazes em ao menos 41 ônibus que circulam no Rio com anúncios oferecendo a recompensa. "O Clube entende que alguém tem que fazer alguma coisa. Tem de haver uma reação da nossa parte já que o Estado não reage", afirmou Lobão à Reuters. "Acho que há um descaso das autoridades do Rio. Vejo as autoridades nas cerimônias de enterro dos policias. Tem salva de tiro, banda de música, mas não há um empenho para investigar essas mortes depois", acrescentou o presidente do Clube dos Soldados da PM. De acordo com dados da entidade, 31 policiais morreram em 2007, sendo 12 no horário de serviço. Os números oficiais da corporação apontam para 29 vítimas este ano.

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