CPI manda prender advogado por desacato em acareação

A CPI do Tráfico de Armas pediu à Polícia Legislativa a prisão do advogado Sérgio Weslei da Cunha, por desacato a agente público. O advogado foi algemado, saiu da sala da CPI e dentro de instantes será lavrado o ato de prisão em flagrante. Cunha assinará termo para voltar a depor e ainda hoje voltará à acareação, segundo informações do Departamento de Polícia da Câmara e da própria CPI. O presidente da CPI, deputado Moroni Torgan, afirmou que a prisão pode ser relaxada por meio de pagamento de fiança. Com isso, a CPI iniciou a acareação entre a advogada Maria Cristina Rachado e o ex-funcionário da empresa que presta serviço à Câmara, Artur Vinícius Pilastres Silva, que admite ter vendido gravação de depoimento de dois delegados de São Paulo, em sessão secreta na CPI.SuspensãoA CPI havia suspendido a sessão por cinco minutos e ameaçado mandar prender o advogado. Durante a acareação, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), já irritado com as negativas de Sérgio Cunha em responder às perguntas, afirmou: "o senhor aprende rápido com a malandragem". E o advogado respondeu: "a gente aprende rápido aqui". Com isso, vários deputados da comissão argumentaram que Sérgio havia cometido desacato e pediram a prisão do advogado. Cunha tentou se explicar afirmando que quis dizer "aqui no Brasil". O presidente da comissão, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), suspendeu a sessão para ouvir a gravação das declarações antes de decidir se Cunha será preso.Texto atualizado às 11h45

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