CPI ouve gerente de apoio ao cliente da Airbus no Brasil

Ele deve esclarecer questões sobre o manual da empresa permitir operação de aviões com reverso pinado

11 Setembro 2007 | 11h16

Começou a reunião da CPI da Crise Aérea, que ouve o gerente residente de Apoio ao Cliente da Airbus no Brasil, Mário Antônio de Oliveira Colaço. Também haverá nesta manhã o depoimento do superintendente de Segurança Operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcos Tarcísio Marques dos Santos.   A convocação do representante da Airbus no Brasil foi solicitada pela deputada Solange Amaral (DEM-RJ). Ela quer esclarecimentos sobre o fato de o manual da Airbus permitir a operação, por até dez dias, dos aviões que tiverem o reverso inoperante.   Em depoimento na CPI na semana passada, o gerente de Padrões de Avaliação de Aeronaves da Anac, Gilberto Schittini, afirmou que o Airbus da TAM que se acidentou no dia 17 de julho não poderia ter pousado com um dos reversos inoperante, pois se tratava de uma pista curta e molhada. O acidente, no aeroporto de Congonhas (SP), causou a morte de 199 pessoas.   Norma alterada   Já o depoimento do superintendente de Segurança Operacional da Anac foi solicitado pelo deputado Vic Pires Franco (DEM-PA). O parlamentar quer esclarecimentos sobre a flexibilização, a pedido da TAM, de uma norma do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (RBHA). Essa norma exige pelo menos quatro horas de treinamento em simulador dos aviões Airbus A-319, A-320 e A-330, mas um ofício da Anac reduziu esse período para três horas no caso da TAM.   Em seu requerimento, Vic Pires Franco ressalta que somente a diretoria da Anac é competente para alterar o regulamento e apenas por meio de resoluções. Ele lembra também que a flexibilização da norma interfere na segurança dos passageiros e que pilotos sem o devido treinamento ficam mais vulneráveis a falhas.   (Com informações da Agência Câmara)

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