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CPI pede à Justiça prisão de dois advogados do PCC

A CPI do Tráfico de Armas, na Câmara, aprovou o encaminhamento à Justiça de um pedido de prisão dos advogados da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) Sérgio Wesley da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado.Os dois, segundo depoimento do funcionário da Câmara Arthur Vinícius Pilastres Silva, compraram dele, por R$ 200,00, cópia das declarações feitas em reunião secreta da CPI pelo diretor do Deic (Departamento de Investigações Criminais) de São Paulo, Godofredo Bittencourt Filho, e do delegado Rui Ferraz.De acordo com a CPI, os dois advogados cometeram corrupção ativa e formação de quadrilha. O relator da comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que os dois advogados não estavam exercendo advocacia, mas "são parte integrante do PCC; são bandidos". O deputado Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP) afirmou que deve ser solicitada à OAB a suspensão dos direitos de advocacia dos dois.A CPI aprovou também um pedido para que a Justiça indicie o chefe do PCC, Marcos William Herbas Camacho, conhecido como Marcola, na prática de crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Em depoimento à comissão, o funcionário Artur Vinicius confessou ter vendido cópia da gravação aos dois advogados. Ele contou que recebeu R$ 200,00 como primeiro pagamento e teria acertado outro pagamento pelo serviço.Artur Vinicius trabalhou por três anos para uma empresa terceirizada que presta serviços de som à Câmara. Foi demitido na semana passada.

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 19h02

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