CPI poderá divulgar informações sobre caixa de voz nesta 3ª

Presidente da Anac e vice-presidente da TAM devem depor à CPI do Apagão Aéreo na Câmara na quarta

Gustavo Porto, da Agência Estado,

24 Julho 2007 | 10h50

O relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), deverá divulgar ainda nesta terça informações sobre a caixa de voz que foi analisada por técnicos da Aeronáutica. As informações são do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente em exercício da CPI, já que o Maia está acompanhando a análise das caixas-pretas nos Estados Unidos.   Caixas-pretas de avião da TAM estão intactas, dizem deputados Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054   Segundo Eduardo Cunha, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, e o vice-presidente da TAM, Rui Amparo, vão depor na quarta-feira, às 9 horas, na CPI do Apagão Aéreo da Câmara.   Eduardo Cunha lidera a comitiva de deputados da CPI que visita, na manhã desta terça, 24, o Centro T ecnológico da TAM em São Carlos, no interior paulista. Segundo ele, na visita serão ouvidos depoimentos de mecânicos, e será requisitada a ficha de acompanhamento do Airbus 320 da TAM que levava 187 passageiros e caiu após a tentativa frustrada de pouso no Aeroporto de Congonhas, na terça-feira, 17.   Na visita, os deputados vão avaliar os processos de manutenção das aeronaves da companhia. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) criticou a atual legislação da Anac que impede a demissão imediata do presidente da agência reguladora. E afirmou que a CPI vai pedir mudança na legislação que possibilite esta demissão.   "É só ministro de Estado que pode demitir presidente da Anac e assim mesmo após um processo administrativo", disse Valente. O deputado Pepe Vargas (PT-RS) afirmou também que a CPI deve propor alterações no código de aviação civil de 1986, que é considerada por ele, uma legislação muito frágil.  

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