CPI rastreia contratos de empresas com a Bancoop

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apura supostas fraudes na Bancoop - Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo fundada por um núcleo do PT - rastreia a composição de empresas citadas na investigação.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2010 | 00h00

Em ofício à Junta Comercial do Estado, a CPI requereu cópias de contratos sociais de 15 pessoas jurídicas que tiveram negócios com a Bancoop. A pesquisa inclui 21 pessoas físicas, entre elas João Vaccari Neto, que se afastou da presidência da Bancoop e assumiu a função de tesoureiro do PT, e de Ricardo Berzoini, ex-presidente do partido e fundador da cooperativa.

"Os documentos serão fundamentais", disse o deputado Ricardo Montoro (PSDB), autor do requerimento à Junta e outros órgãos do Registro Público de Empresas Mercantis. "As cópias dos contratos devem comprovar forte ligação de diretores e ex-diretores da Bancoop com prestadoras de serviço, o que caracteriza crime de responsabilidade e falta de ética."

"Não há preocupação com essa medida até porque as informações da Junta são públicas", avalia o advogado da Bancoop, Pedro Dallari. "A Bancoop exige transparência na investigação, o que tornará evidente que estamos diante de questão negocial. Parcela dos cooperados entende que não é devido aquilo que a cooperativa entende que é devido. Apenas isso."

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