CPI sobre morte de auditores fiscais em Unaí cobra coerência

Os parlamentares da Comissão Externa da Câmara dos Deputados encarregada de investigar as mortes de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em janeiro passado, cobraram hoje um discurso uniforme da Polícia Federal, Ministério Público de Minas Gerais e Ministério da Justiça sobre as investigações a respeito do caso no âmbito da Polícia Federal.Durante audiência na Comissão para ouvir o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, informa a Agência Brasil, o coordenador geral da Comissão, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) disse que as informações das autoridades de governo e do Ministério Público estadual são contraditórias. Nas palavras do parlamentar, enquanto o ministro da justiça, Márcio Tomaz Bastos, diz que o crime está praticamente solucionado, a PF informa que existem ainda três linhas de investigações. Assim, observa o deputado, "há evidentes contradições".O deputado Sérgio Miranda (PcdoB-MG) ressaltou, durante a reunião, que a fiscalização se sente hoje intimidada pois é "mais barato matar fiscais que cumprir obrigações fiscais". Na mesma linha de pensamento, o deputado Eduardo Valverde (PT-RO), observou que a falta de conclusão nas investigações submete os auditores a total "insegurança" nos trabalhos de fiscalização. Como o diretor Paulo Lacerda relatou , no decorrer da audiência, que algumas informações sobre as investigações são sigilosas e só podem ser levadas ao conhecimento dos parlamentares de forma reservada, a reunião foi encerrada para que um novo encontro seja realizado na sede da Polícia Federal. Durante a nova audiência, somente os parlamentares poderão estar presentes durante o depoimento.

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