CPI vai apurar desvios em programa de despoluição da Guanabara

Deputados da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro instalaram hoje uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o suposto desvio de recursos do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG). Alessandro Calazans (PV), que preside a CPI, disse estimar que pelo menos 10% dos US$ 800 milhões do programa tenham sido "desperdiçados" até o fim do ano passado.Segundo ele, a comissão deverá pedir o depoimento de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Japan Bank, que financiam o PDBG, e dos ex-presidentes da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e ex-secretários de Meio Ambiente do Estado."O PDBG é uma enorme caixa-preta que precisamos abrir e desvendar. Algumas informações causam espanto, como a de que o governo dispensou uma licitação no valor de R$ 98 milhões para a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto da Alegria", disse o deputado, que é líder do PV na Alerj.O oceanógrafo David Zee, convidado para a abertura da CPI, defendeu que o Estado torne públicos os dados referentes ao PDBG. Segundo ele, a baía recebe hoje 18,3 metros cúbicos de esgoto por segundo. "A obra é para a sociedade, mas nada é informado a ela", disse ele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.