CPP substitui Instituto Penal Agrícola em Rio Preto

O novo Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto vai provocar o desaparecimento de uma das mais tradicionais unidades prisionais do Estado, o Instituto Penal Agrícola (IPA) da cidade. Trata-se ainda da consolidação da mudança de perfil do presos do regime semiaberto em São Paulo - saem de cena as unidades de trabalho rural, em troca daquelas com atividades industriais. A justificativa é de que hoje é cada vez mais raro encontrar presos que vivam no campo - quase todos têm origem urbana.A desativação do IPA de São José do Rio Preto é uma antiga reivindicação. O presídio funciona em um espaço de 270 alqueires dentro da cidade. Essa área será entregue ao município, abrigando pelo menos uma Faculdade de Tecnologia (Fatec). Os sete novos CPPs terão capacidade para 1.048 presos e vão custar R$ 35 milhões cada um. Eles terão um setor externo com a recepção, a residência do diretor, as torres de vigia e o refeitório para os funcionários. Na parte interna, cercada por um alambrado, haverá enfermaria, lavanderia e cozinha - todos os novos presídios do Estado vão ter cozinha própria, acabando com a terceirização da alimentação para os presos, o que deve significar redução de gastos.Haverá seis galpões de trabalho e dez salas de aula. Os CPPs terão ainda 20 celas para a visita íntima e uma capela com capacidade para 100 presos. O projeto prevê ainda que as penitenciárias de regime semiaberto tenham espaço para presos com cadeiras de rodas, dois playgrounds, quatro quadras esportivas, praças, 24 alojamentos e uma horta. Todas as unidades devem ficar próximas de grandes centros regionais, onde é mais fácil encontrar emprego industrial para os detentos."Mas, ao contrário das prisões femininas, haverá ainda revista de familiares. Isso é algo que nós gostaríamos que, no futuro, o Estado mudasse", disse o padre Valdir João Silveira, coordenador da Pastoral Carcerária. Ele defende que o preso seja revistado antes e depois das visitas, poupando assim seus parentes. "O secretário (Antônio Ferreira Pinto) nos disse que agora não será possível fazer isso", contou. Nos Centros de Detenção Provisória e nas penitenciárias masculinas de regime fechado, o número de vagas será de 768. Em CDPs devem ser criadas 7.680 vagas e nos presídios, 16.896. Todos terão setor viário interno, que circunda edificações do setor prisional e é delimitado pela muralha.

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