Cratera do Metrô: dois depõem

O ex-coordenador de produção do Consórcio Via Amarela, Celso Fonseca Rodrigues, disse ontem em depoimento na 3ª Delegacia Seccional de Polícia que não identificou anomalias nas obras de construção do túnel da futura Estação Pinheiros do Metrô, Linha 4-Amarela, que em janeiro de 2007 ruiu, deixando sete mortos. Rodrigues, que hoje não integra mais os quadros do Via Amarela, mas continua na empreiteira Odebrecht - uma das integrantes do consórcio -, disse que visitou o canteiro de obras de Pinheiros em dezembro de 2006 e não achou nada de "anormal". A denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) mostra que naquele mês, que antecedeu a tragédia, começaram a ser detectadas algumas irregularidades como falhas nos procedimentos de construção e no gerenciamento da obra.Além de Rodrigues, um funcionário do Metrô, Rogério Castilho, técnico em obra, também depôs ontem. Agora, o promotor Arnaldo Hossepian Júnior, que em janeiro denunciou 13 funcionários do consórcio e do Metrô por homicídio culposo, avalia se incluirá Rodrigues e Castilho na lista de réus, já aceita pela Justiça. A decisão deve sair na próxima semana.

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