Cresce embate entre Alckmin e Mercadante na TV

Tucano critica atuação do adversário no Senado; petista se defende e entra com novo pedido de direito de resposta

Roberto Almeida e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2010 | 00h00

Há pelo menos duas semanas os principais candidatos ao governo do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), vêm se digladiando em seus programas de TV. Ontem, o tucano voltou a provocar o adversário do PT sobre sua atuação no Senado. O petista, por sua vez, gastou boa parte de seu tempo para se defender e entra hoje com novo pedido de direito de resposta no Tribunal Regional Eleitoral paulista.

Em sua última estocada, Alckmin acusou Mercadante de não trabalhar por São Paulo no Senado. Inseriu, em seu programa de TV, uma cena da campanha de 2004 pela Prefeitura de São Paulo, em que o petista afirma ter tirado uma tarde inteira para assistir aos programas eleitorais do então postulante José Serra (PSDB). "Não é de hoje que Mercadante falta ao Senado", disse um ator.

"É uma agressão gratuita, completamente falsa. Mostra uma agressividade de campanha que não tem razão. A imagem do candidato (Mercadante) não pode ser exposta assim", reagiu Emídio de Souza, coordenador da campanha petista no Estado.

Vídeos. A estocada do tucano faz parte da estratégia de barrar um possível crescimento do petista, que conta com a presença do presidente Lula e da candidata a sucedê-lo no Planalto, Dilma Rousseff, tanto na TV como em agendas de campanha durante a reta final do primeiro turno.

Há outros vídeos com críticas ao candidato do PT, que já foram veiculados na TV, e estão replicados no site oficial da campanha de Alckmin com links para "Por que Lula nunca chamou Mercadante para ser ministro?" e "Mercadante faltou!!!", em referência a uma sessão do Senado em que o petista não compareceu para votar verbas para o metrô da capital paulista.

Sobre esse tema, Mercadante também pediu direito de resposta, que foi negado pelo TRE. Restou ao petista reagir em entrevistas, mas a manutenção dos ataques obrigou a campanha a contra-atacar em seus programas.

Mercadante gravou sua defesa na semana passada e, ontem, pôs no ar: "Eu participei ativamente da aprovação dos 36 empréstimos para o metrô, CPTM e outras obras, inclusive para projetos referentes à Copa do Mundo. Nas três vezes em que eu não participei diretamente, duas foram por licença médica, me recuperando de cirurgias, e a outra, por causa da abertura oficial da minha campanha."

Correndo por fora. Celso Russomanno (PP) e Paulo Skaf (PSB) têm explorado na TV suas experiências políticas e administrativas para conquistar o eleitor. Fábio Feldmann (PV) tem prometido "ideias transformadoras" com apoio da presidenciável verde Marina Silva.

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