Crescem rumores sobre uma possível confissão do goleiro Bruno

O assistente de acusação Cidney Karpinski disse que teve uma rápida conversa com o advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, na qual a possibilidade de confissão teria sido tratada

Aline Reskalla, Especial para o Estado

05 Março 2013 | 10h53

CONTAGEM - Crescem nos bastidores do Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os rumores sobre uma possível confissão do goleiro Bruno Fernandes de Souza, que está sendo julgado desde segunda-feira pelo envolvimento no assassinato de sua amante, a modelo Eliza Samudio. O interrogatório dele pode ocorrer ainda nesta terça, segundo dia de júri popular, após o depoimento das testemunhas que ainda restam ser ouvidas.

A juíza Marixa Rodrigues abriu a sessão desta terça-feira às 9h30. Às 11h era interrogada Célia Aparecida Rosa Sales, prima do goleiro e mão de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno e réu no processo - ele foi assassinado em 22 de agosto, por motivos não esclarecidos. João Batista Guimarães, policial que acompanhou o depoimento de Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno, foi ouvido antes. Ele já respondeu as perguntas dos advogados e foi liberado.

O assistente de acusação Cidney Karpinski disse que teve uma rápida conversa na segunda com o advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, na qual a possibilidade de confissão teria sido tratada. "Está tudo encaminhando para a confissão. Mas para que ele seja beneficiado com a redução da pena, ele precisa dar detalhes do crime. Não adianta dizer que somente mandou dar um susto na Eliza. Precisa confessar que eles vieram para Minas para executá-la", disse Karpinski na manhã desta terça-feira, na entrada do Fórum de Contagem. Adolfo, no entanto, negou que tenha procurado os representantes da acusação e também que o goleiro vá confessar sua participação no crime.

Outro advogado que defende Bruno, Tiago Lenoir, disse que o acusado não vai confessar porque não participou do crime. "O que nós temos é que Bruno chamou Eliza para fazer um acordo. A relação dos dois nunca foi uma relação de morte, horror".

Questionado sobre as entrevistas dadas por Bruno na época do desaparecimento da sua amante, nas quais ele negava saber do paradeiro dela, ele disse que "as máscaras do Bruno já caíram". "Ele vai poder explanar agora o que ele sabe, o que teria acontecido. A acusação não conseguiu fechar a história, portanto ele não pode ser condenado, porque é inocente".

A mãe de Eliza, Sônia Fátima de Moura, disse, ao chegar para o segundo dia de julgamento, que não acredita na confissão do Bruno e voltou a pedir a condenação dele. "Eu quero a condenação total".

A atual mulher de Bruno, Ingrid Oliveira, não quis falar com a imprensa, mas respondeu a um manifestante que a abordou pedindo justiça na entrada do fórum. "Eu também quero justiça", disse a dentista.

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