Crescimento atende a ''demandas do Estado e da sociedade'', alega agência

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) reconhece o aumento real no orçamento da instituição, mas o atribui ao que chama de "processo de evolução e desenvolvimento do órgão em conformidade com as demandas do Estado e da sociedade". "Em razão disso, a Abin aumentou o número de superintendências e subunidades de 12 em 1999 para 26 em 2010, criou adidâncias (postos de adido civil) no exterior, recebeu novos servidores por meio de concursos públicos em 2004 e 2008 e teve a implementação de um plano de carreiras e cargos em 2008, colocando a remuneração da carreira de inteligência em um patamar mais próximo da realidade de outras carreiras de Estado", informa a Abin, por meio de nota.

Wilson Tosta, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2010 | 00h00

O texto também atribui a expansão de despesas, em parte, ao "aperfeiçoamento do parque tecnológico da Abin", "sobretudo visando ao papel da Agência na realização de grandes eventos no Brasil, como os Jogos Pan e Parapan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro".

A nota destaca como motivo de aumento dos gastos a "progressão funcional de servidores ao longo do período em análise" e afirma que dados referentes aos salários dos funcionários da Abin podem ser obtidos no site www.servidor.gov.br.

Segundo a nota, a instituição, por motivos de segurança, evita divulgar o tamanho exato de seu quadro de funcionários. A Abin confirma, porém, que tem cerca de 2 mil servidores e informa que em 2004 eram aproximadamente 1.500. Ou seja, durante o atual governo, a agência expandiu em torno de 30% o seu corpo funcional.

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